sexta-feira, outubro 31, 2008

O miúdo toca...


O João, hoje, teve a primeira audição de violoncelo na nova escola.


Sonhou com ela e lutou por ela e hoje foi brilhante...

Tocou lindamente, com emoção, com sensibilidade de um músico.

É bom ver que ele evoluiu e ver que ele cada dia que passa mais gosta e mais gosto tem pelo que faz.

Valeu a pena, João

Chorei...e ele emocionou-se...

Faltou o avô para o ver e ouvir.

Que orgulhoso ele ficaria...

Mas nós, meu querido, aqueles que estão sempre do teu lado estamos orgulhosos de ti...imensamente!

Parabéns miúdo...

Pai
Perdoa-me
… os sorrisos que não te dei
Aqueles que sorri no mundo e não estavas
Aqueles que só a ti deveria ter dado e os desperdicei
Perdoa-me
…ter nascido não só para ti
Viver não só para ti
Sonhar não só para ti
Perdoa-me
… os sonhos que não te deixei sonhar
Os sonhos que sonhaste para mim e eu não os realizei
Perdoa-me
… a criança que fui
A rapariguita apaixonada, alegra e delirante
A mulher que me tornei, zangada, desiludida, triste
Perdoa-me
… as alegrias que te dei
Os desgostos que não me perdoei
As lutas que travei, contigo ao meu lado
Perdoa-me
… o tempo que não partilhei contigo
O tempo que não te dei
O tempo que não estive
Perdoa-me
… o amor que senti por outros que não tu
O amor que me ensinas-te a dar
O amor que sinto pelos teus
Perdoa-me
… chorar-te
Não me deixar aceitar a tua ida
A raiva
O desespero
A saudade
Perdoa-me
… o amor que te tenho
Para sempre…

terça-feira, outubro 21, 2008

sábado, outubro 11, 2008

O meu Pai morreu no dia 6 de Outubro pelas 9.00horas da manhã, entre as minhas mãos, as da minha mãe e as do meu irmão.
Ainda não consigo acreditar.
Ainda não consigo esquecer os últimos dias.
Lembro-me de ele dizer que conheceu o verdadeiro amor no dia em que o neto mais velho nasceu, o meu filho João, e eu nunca pensei que poderia encontrar esse amor tão profundo e verdadeiro no final dos momentos de vida dele.
Amei o meu Pai profundamente enquanto tratava dele e quando senti que ele tinha ido embora.
E encontrei dentro de mim um sentimento que jamais pensei que existisse:desejar-lhe a vida que ele tanto queria e amava e ao mesmo tempo desejei-lhe a morte que lhe dava a paz que precisava no sofrimento físico em que se encontrava.
Perdi uma parte de mim.
Perdi o meu farol.
Perdi o meu companheiro.
Tudo vai ser incompleto a partir de agora.