sábado, outubro 11, 2008

O meu Pai morreu no dia 6 de Outubro pelas 9.00horas da manhã, entre as minhas mãos, as da minha mãe e as do meu irmão.
Ainda não consigo acreditar.
Ainda não consigo esquecer os últimos dias.
Lembro-me de ele dizer que conheceu o verdadeiro amor no dia em que o neto mais velho nasceu, o meu filho João, e eu nunca pensei que poderia encontrar esse amor tão profundo e verdadeiro no final dos momentos de vida dele.
Amei o meu Pai profundamente enquanto tratava dele e quando senti que ele tinha ido embora.
E encontrei dentro de mim um sentimento que jamais pensei que existisse:desejar-lhe a vida que ele tanto queria e amava e ao mesmo tempo desejei-lhe a morte que lhe dava a paz que precisava no sofrimento físico em que se encontrava.
Perdi uma parte de mim.
Perdi o meu farol.
Perdi o meu companheiro.
Tudo vai ser incompleto a partir de agora.

5 comentários:

Gandin Tondela disse...

A vida é incompleta por natureza... e mesmo assim pode ser feliz...

rendadebilros disse...

Tão grande perda... Um grande abraço, amiga e CORAGEM!... porque ainda há vida para viver!

diana disse...

"nada se perde, td se transforma", diz-se... q seja em amor, querida prima***

Lia disse...

Ao ler estas palavras, revejo-me completamente. Fiquei triste em saber desta notícia triste. Fique sabendo que não está sózinha nesta luta, apesar de incompleta. Não há forma de ajudar nesta altura, há que percorrer todas as fases necessárias para continuar a percorrer a vida, dia a dia, do modo certo. Nesta primeira fase talvez mesmo só tristeza...e saudade! Saudade sempre. Mas viva!

Anónimo disse...

Boa Noite.
Passei por aqui sem qualquer intenção que não fosse o de fugir a insónia que volta-e-meia me assalta desde o adeus do meu pai.
Nestas noites de frio sinto o peso da neve mesmo nos dias de verão. A falta do meu pai faz-me, por vezes, mergulhar num precipíçio de raivas e temores proibídos que me consomem a alma e me fazem angustiar o futuro.
Passados que estão três anos desde o adeus ainda não consegui fazer o luto da sua (dele) partida.
Mas a vida é assim e nós temos de ter capacidade para lhe dar a volta. De certeza que aqueles que partem não querem o nosso futuro seja cinzento e de sofrimento.
Temos de conseguir dar a volta por cima e seguir em frente tentado honrar a memória daqueles que nos dizem adeus. Essa é a melhor forma que conheço de homenagear aqueles que partem.
Quero pedir desculpa por ter tido a ousadia de aqui vir parar sem consentimento, mas as palvras que esvrevem, apesar de transmitirem um sentimento triste são de uma humilde nobreza digna de elogiar.
Este pedaço de tempo que fiquei preso ao blog já me fizeram brotar lágrimas que embora de saude são também um elogio ao valor dos textos.
Obrigado por este bocadinho e pela mensagem que aqui deixou, sobretudo pelas humildes, mas nobres, palavras aqui escritas. Parabéns pela escrita e o meu mais sincero pesar pela partida de tão chegado familiar.
Creia-me com admiração e muito respeito.
Tozé