domingo, março 21, 2010

domingo, março 07, 2010

Se eu fosse poeta
com letras e palavras
sonhava a vida,
fugia à morte,
ignorava o maldade
via as cores bem marcadas e delineadas
e brincava feliz,
no mundo imaginário
das letras e palavras
do poeta que não sou.
E como não sou poeta,
realizo o meu
sonho na vida
que me leva serenamente
à morte,
vendo, olhando, destruindo a maldade
que me amassa e me absorve
e vejo em cinzento,
um mundo que não quero, que não conheço.
E choro! Choro na alegria da minha diferença
de não brincar com
letras e palavras.
Choro a alegria e a tristeza
do mundo real de olhos abertos,
sem ser poeta,
sendo apenas eu.
Só eu.

domingo, fevereiro 14, 2010

14 de fevereiro...um dia depois do 13!

Ontem o João fez 14 anos.
Mais um ano numa vida ainda tão curta, mas já tão imensa de sentimentos , de valores, de vontades, de tristezas e de alegrias.
Dizer que o João fez 14 anos é também dizer que sou mãe há 14 anos, e que durante este tempo todo fui crescendo, mudando,alterando,virando de pernas para o ar tudo o que me rodeia e tudo que não gosto.Aprendi a ver o que não gosto e assim procuro com facilidade o que gosto...
E vou encontrando, não sendo a multidão cinzenta que resolvi representar num bailado contemporaneo, que me fez entrar num palco ao fim de tantos anos e me fez sentir ali como sempre...com vontade de exteriorizar o que sinto e o que gosto de fazer.Falta -me o teatro...mas chego lá...
Mas o aniversário foi giro e quase completo
Almoçamos num bom restaurante, com a família dos primeiros ramos da nossa árvore e depois estivemos em cavaqueira com a bisa, com a titi, com a Zé...e o João a ser teatreiro...e a fazer-me rir até às lágrimas...que também estavam presas no meu coração pela ausência, pela falta do pai que perdi e que não consigo largar.
Acabou bem o dia. A Leonor adormeceu no sofá e ficamos a ver um bom filme, com a mensagem de não olhar para o lado na desgraça alheia. Gostei!
E hoje começo o dia a ouvir a nova versão do We are the world...é o novo olhar para o mundo...pena que seja só de vez em quando!

We Are The World

Marcou a nossa geração...para ti Carla, para todos os da turma desse ano!

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Os Cinco da Feira...

Se de um lado somos as mulheres que somos...do outro lado, do lado da minha mãe, o universo de netos é bem mais reduzido.
Eu, o meu irmão e as três Rolas.
Rola, apelido do meu tio, que apenas por mim e meus filhos chamado de Papapanha, o pai que vinha de Espanha nos meus tempos de criança, que ficou com o nome e com a missão:de ser também um pouco meu pai...e tem sido.
Pois nós, as netas e neto da avó Ofélia, "Felinha" para os conhecidos, fomos criados juntos, misturados nas idades, em fraldas e biberões, que acabamos por nos misturar e quase sermos irmãs e irmão uns dos outros...
A Maria Miguel, a mais velha, a menina de todos, veio dar alento à família pois foi a primeira.Afilhada dos meus pais, também os baptizou de "Nãs", o "Nã" e a "Nã".Nasceu e foi baptizada quase à nascença a 8 de Dezembro de 1967, dia do casamento dos meus pais.
Sempre se contou como ela era tímida e envergonhada, que quando alguém desconhecido dela aparecia, se escondia...mas o padrinho sempre contou as peripécias da menina dele, com a caixa que estava numa mesa redonda da sala dos meus avós...morota a fotografia que existe do momento em que ela a vai buscar!Depois, conta-se da vontade da minha tia, a Titi, mãe tão desejosa de ter filhos, e só arranjou raparigas, da vontade de ser um pouco cabeleireira que a converteu em loura com um corte a corte que deu quase em pente zero...
Foi sempre boa aluna, mas indecisa...entrou em Coimbra pela porta das ciências e saiu anos mais tarde, realizada, pela porta das letras. Pelo caminho cantou(grande paixão que ainda dura)no Orfeão e encantou um belga, que veio desposá-la anos mais tarde. Deles nasceram dois meios belgas e meios portugueses, que dão continuidade às famílias.Mas os tempos ficaram difíceis e a solução foi o "emigrar" para a Alemanha como em outros tempos, mas agora com melhoria de vida para eles, e melhores perspectivas do que aqui tinham.Falta-lhe a família, os nossos encontros, as conversas entre irmãs, os mimos de todos, mas a tecnologia deixa-nos perto...sem sentir o calor do beijo e abraço desejado em todos os momentos que nos visitam...Mas sei que estão bem.E isso é bem mais importante...mesmo com muitas saudades!

Depois da Miguelita, vim eu..que esgotei o dicionário das minhas vivências...mas não dos meus sentimentos em relação à que veio a seguir...

A Maria Claúdia. Kai, Cakai.Quando nasceu, 13 dias depois de mim, o meu pai apaixonou-se por ela.Dizia que nunca tinha visto bebé tão lindo na vida(obrigado...pela parte que me toca...), que chorou de emoção e ali se estabeleceram laços de uma vida, que nem a morte dele cortou.

A Kai é uma mulher rija.De paixão, sobrevivente, fascinante na vida.Desde cedo se ligou ao companheiro, e casou sem dizer nada...fez o que lhe deu na gana...teve sempre essa coragem.Cresceu tanto como mulher, que nunca a imaginei grande!Acho que ainda a sinto pequenina ao meu lado a ferrar-me a testa...e a chatear-me pelos xixis nocturnos!Depois discutíamos...e tantas histórias mais...que acabaram no tapete!Kai...concebeu dois filhos lindos, apaixonados por ela, como todos nós.Como eu, sempre apaixonada achando-a uma Deusa...De todos é a melhor...sem dúvida.Vive no Minho, que adoptou como berço, onde trabalha na solidariedade, dando a mão a quem precisa, andando com os filhos de um lado para o outro, correndo devagar na vida, sempre com aqueles olhos verdes que lhe mostram a alma a quem a conhece. Eu, tenho saudades dela, das conversas, mas crescemos...Está sempre onde é precisa, no bom e no mau, nos sorrisos e nas lágrimas...e tantas que derramamos...

Kai...as últimas palavras que o "Nã" disse.Imortal.

Entretanto aparece o galo dos netos...o meu irmão...a minha avó conta que o meu avô já não tinha esperança do rapaz, então foi para as termas em alturas da minha mãe o dar à luz.E que luz...nasce o rapaz e o avô vem de corrida para o ver, e soltam-se vivas pelo macho de herdeiro!

Cresceu entre a meninas e levou poucas e boas entre nós...depois cresceu e deixou de nos ligar!!!


Por fim, mas a dar que falar, nasce a bonequita...já em Espanha para segurança da minha tia, na 3ª cesariana. Apesar de registada como portuguesa, os ares da Galiza entraram-lhe bem no corpo. Ainda hoje, se sente meio espanholita.Era a menina...mas dizíamos-lhe que era adoptada...chorava teatralmente...já a veia lhe falava.É teatreira, cantadeira, imaginativa, teimosa, bondosa, boa cozinheira e sonhadora.

Viveu bem os tempos de estudante, na Coimbra que ainda a faz sonhar, depois engraçou-se por um sanjoanense...e lá se ficou com rapazito. Gargalhadas dadas, conquistou-nos a todos, e, vi-o entrar na família bem enamorado da nossa pequenita.

Casal engraçado...Carneiro com Virgem!

Nascem pimpolhos mais tarde, o Manuel e a Luísa, que atiram ao pai, mas também atiram à mãe...mãozinhas iguais às da mãe...Lindos, engraçados, mas com o maior dos defeitos para esta minha prima...nada comilões e nada apreciadores de bons manjares!!!

Vale-lhe o marido que gosta de um pitéu...

Continua na luta, vai trabalhando e mudando conforme a vontade e desejo por um mundo e melhor vida.Vai conseguindo...e não se deixa derrotar.

E assim somos nós...os 5 netos da minha avó e avô da Feira.

De nós já se registam 9 bisnetos e mais uma a chegar para Maio.

Família que cresce, família que dura, família unida!Sempre.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

7 de Janeiro de 2010

Se o amor existe...
tem o teu sabor, sabor de morangos açucarados, vindos dos tempos de antigamente,
tem o teu olhar...meigo, até ao sorriso que te nasce antes de sorrires, triste e longínquo em pensamentos que me enciumam e me deixam longe isolada,
Porque se o amor existe,
é a tua voz doce, que me acalenta a tristeza que tenho dentro de mim, a saudade que não passa do outro amor, que me acalma na rebeldia.
são as palavras sábias, que me ensinam a crescer, a parar para pensar.
Porque existe o amor,
em ti, sendo o companheiro de olhares e de mãos entrelaçadas,
de vivência em família, de pai para eles, os outros amores em mim.
E o amor está lá,
sempre, no dia e na noite, juntos em um...
Existe, sim, o amor existe,
chama-se Luís.
Parabéns por mais um aniversário...obrigado por mais um dia comigo.
Amo-te.

domingo, dezembro 13, 2009

As 7 mulheres...

Hoje acordei a cantar "as 7 mulheres do minho" do Zeca Afonso.Por acaso ainda não me calei, interiormente com a musica...é daqueles dias que vai ser até enjoar...mas fez-me pensar em 7 mulheres da minha família.
A minha avó paterna, Maria e as suas 6 netas.
Penso que da mais velha para a mais nova é assim: Alzira, Carminda, Graça, Manuela, eu e Alexandra.
Meu pai dizia que todas nós tinhamos vidas "diferentes"!!!Sem sorte na vida tradicional que se espera das mulheres...
A Zira, mais velha, viveu uma infância e adolescência sempre com a mãe, irmã do meu pai, e com o pai dela, o meu tio a viver no Algarve a trabalhar. O dia-a-dia era complicado sem o pai e a relação foi sempre de saudade. Lembro-me de no Natal, quando ele não estava cá, que era uma tristeza imensa.Mas as férias eram lá passadas e ela foi atenuando a saudade com o crescimento e chegada à vida adulta. Entretanto, casa com uma um rapaz advogado, onde vive um grande amor que acaba na tragédia da morte dele. O tempo foi passando, e passados alguns anos conhece um pacato brasileiro, Dudu, que é divertido e parece fazê-la sorrir outra vez...
A Carminda, filha do meu tio mais próximo do meu pai, sempre me encantou com a sua voz terna e doce. As lembranças levam-me lá a casa para comer o melhor pão com manteiga...passado a ferro pelo meu tio.Sim, passado a ferro...fantástico, e depois a praia da Madalena, onde íamos a casa dos avós dela e se andava descalço sempre na areia.
Casou com um rapaz que era uma simpatia, educado e promissor.Fui, por brincadeira a levar-lhe o véu na entrada da igreja.E nesse dia foi tirada uma fotografia dos irmãos(meu pai, o dela e os outros rapazes)que hoje tem grande significado para nós, pois a morte levou-os já a quase todos por uma ordem que estava na foto.Ainda está cá o pai dela, o último dos rapazes que é quase a fotocópia do meu pai...
Bem...casou e teve uma pequenita, a Violeta.Engraçado o nome? Não!Todas nós tivemos o estigma do Violeta de nome, por uma Dona Violeta ter ajudado a família em tempos idos. Ficou a homenagem nesta...
Mas os caminhos da vida são tortuosos e nem sempre são os melhores e o casamento acabou.O tempo passou...e hoje, espiritual, numa procura de de paz para si e para os outros, Carminda continua doce e suave, meiga e amorosa, com um novo companheiro, que a ajuda no caminho espiritual que escolheu.
E a Graça?Miúda esperta, de cabeça para os números e contas, inteligente nos estudos.Viveu nas saias da avós.A nossa Maria e a do lado da mãe.O pai dela, também irmão do meu pai, faleceu poucos meses antes do meu pai.Todos naquela casa eram uma delícia!E os domingos lá passados lembram brincadeiras, e comidas de morrer e chorar por mais...e os tremoços com "sumol"?
Pois a Graça, assim viveu, no meio dos velhotas, com os gatos de companhia e não sei como acabou por desistir dos sonhos de continuar os estudos. Não sei porquê, mas as recordações eram que ela podia ser uma boa aluna mas não pode continuar...talvez a vida não ajudasse.Saltou para o mundo do trabalho, com uma inocência embelezada pelo corpo e palminho de cara. E viu-se num esplendor de coisas que nunca tinha tido e nunca tinha visto.Acabou por conhecer a maternidade sozinha e ainda sem idade para a entender...mas hoje vai vivendo tranquila, com algumas mazelas físicas de um grave acidente e sei eu lá, se também com mazelas do percurso de vida que teve!
Logo a seguir vem a Manuela, irmã da Carminda.Mais refilonita, é a cara da minha avó!É "pito rosa"(nome que surge de uma historia engraçada de tempos idos, e de que nem todos gostam de se intitulat...).Nélinha, amorosa de boquinha de mimo, linda, engraçada, também andou por aqui e por ali.Esteve no Algarve, em Lisboa, lutando na vida.Acho que também esteve casada.Mas as trocas e baldrocas do passar do tempo levou-a a ser livre e agora a estar dedicada a massagens personalizadas com os requintes orientais do shiatsu.Continua muito Gomes...Acho que feliz...
E a seguir venho eu, a alucinada eu!Casei, tive filhos(lindos...),descasei...vivi sonhos fora do lugar, estraviei-me na alma, e acabei esbarrada num "olho verde", que me mostrou que a vida não acabou e que era especial, e conheci o sofrimento profundo de perder o meu pai.Vi e senti a morte, e continuo a recuperar. Sou feliz, mesmo nas contrariedades dos dias que vão passando, sentindo que me falta alguém para partilhar.
E a pequenita da Xana!A mais nova e a sempre mais misteriosa para mim.Escorpião de signo, sempre senti, desde miúda, que não conseguia chegar-lhe ao coração.Se calhar chegava, mas à maneira dela. Desejei ser mais próxima, mas os feitios eram opostos e enquanto eu falava e falava, Xaninha ouvia tranquilamente, deixando tudo para dentro. O pai, meu tio de sangue, deixou-nos cedo de mais. Fez-lhe falta, fez-nos falta.Ainda hoje choro a ida dele como choro a do meu pai.Era um homem extraordinário, acutilante, persistente, lutador, inteligente, brilhante na maneira de sorrir e de nos fazer maroteiras.Foi o anjo da guarda do meu pai e terei sempre uma grande dívida de gratidão pela amor e ajuda que sempre nos prestou.Foi este pai que a Xana perdeu, que a fez perder o sorriso matreiro que sempre me cativou por ser misterioso...
Acabamos por nos afastar, porque a vida dá voltas, e nós, no nosso egoísmo e monotonia deixamos acontecer...Mas acho que está bem.Sei que conheceu o amor algures, mas não sei se foi o tal...se é que existe esse "tal! Tornou-se graciosa no olhar e nas palavras, e acho-a muito bonita.
E são assim as 6 mulheres da minha avó Maria. Diferentes entre nós e diferentes na vida que fomos percorrendo. Em tempos concordei com o me pai, todas tivemos percalços na vida, e não seguimos rumos tradicionais que todos esperam, mas hoje penso bem diferente. Sinto-me orgulhosa de nós.
Somos mulheres fortes, humanas, solidárias, ricas nas convicções, desenrascadas e emotivas.
E sim...netas da avó Maria, que também deve sentir orgulho das meninas dela.
Nós, as 7 mulheres de Gaia e Porto...
Faltam os rapazes...para outro dia, faltam os bisnetos...
Gostava de nos juntarmos num dia de sol e de sorrisos e não nos dias tristes que temos vivido.
Gostava de me sentir num abraço Gomes...

quinta-feira, novembro 12, 2009

Esperança...

Olá...Novidades?Só no hiper mais perto de si...
Por acaso!
Lá se casou. e lá se fizeram as festas necessárias, com os desejos de tudo de bom e felicidades pelo meio...enfim...seca!
Nada mudou...ainda bem.Exactamente...nada mudou, tudo na mesma, como eu sonhei!O carinho e o amor estão...o abraço quente...o beijo saboroso...e o dormir agarrado...tudo na mesma...
Afinal o papelito não muda nada!
Mas também não muda em outros sentidos...continuo a ter um ex, a ser divorciada...agora casada em 2ªs núpcias!Sociedade filha d...
Mas andando...
Finalmente fui operada ao "cisto na Glândula de Bartholyn"
Ok...alguém sabe que glândula é esta e onde está?Parabéns...
Foi tudo retirado...e eu a pensar que ficava mais leve!
E fiquei...leve com as dores...com os calafrios...com leveza mental...e, como ainda estou em recuperação, sinto-me leve para bater em alguém que me obrigue a fazer mais do que:sentar, deitar, deitar, sentar...quase pareço o menino Jesus, ora deitado ora estendido!!!
Depois da experiência, aconselho vivamente a ...nunca vos deixem tocar na glândula de Bartholyn. É nossa e de mais ninguém e fica muito bem no sítio em que está!
Se me livro desta nem acredito...
Depois, para ajudar, a vizinha de cima deixou uma torneira aberta e...a minha casa está linda!
Acampei na minha mãe, o que por um lado foi bom...fizemos e demos vida à casa, relembramos os momentos, e parece que a qualquer momento o meu pai vai aparecer...
E vem aí mais um bebé...mana ou mano da Beatriz.A minha Beatriz, de olho azul e loura aos caracóis...e sempre a conversar...e sempre a petiscar.E se for mana vai chamar-se TIA...diz ela.
Afinal há novidades e não são no hiper...o resto fica para outro dia.

quarta-feira, setembro 23, 2009

E continuamos a viver.
Não tenho tido vontade de escrever, nem de nada fazer, mas...
Novidades?
Fiquei na escola mais perto de casa que existe...e o olho verde na outra...
Eu na dos pobres e desgraçados, ele na dos betinhos!!!
Finalmente 4 anos de sossego de andar de carro e de viagens alucinantes.
Ainda nem me habituei!
E, como coisas boas aparecem aos pares...resolvemos assinar o papelito para nos confirmar perante a sociedade civil o nosso desejo de partilha e de amor que nos une!
Mas a ausência continua a ser notada todos os dias.Cada dia mais e mais...estranho porque todos dizem que o tempo ajuda...
Não se esquece e sente-se cada momento mais forte só pela não presença.
Mas vamos resistindo e percebendo que a vida é tão maravilhosa como madrasta, e temos de lutar para não nos conformar...só assim conseguimos continuar a caminhar e a pensar no futuro melhor.
Sinto-me serena. Na vida de trabalho sem grandes ambições, na vida familiar, quero tudo, quero a felicidade de todos, quero o sorriso de todos, quero o sucesso de todos...
Estes é que valem para mim, para eu continuar a acordar todos os dias...

sexta-feira, agosto 07, 2009

Lullabye (Goodnight My Angel) - King's Singers

Prenda do meu filho para eu ouvir...ele abe bem o que me vai cá dentro!

quinta-feira, maio 07, 2009

queria

queria ter tempo para estar.
estar a ouvir o silencio em risos e choraminguices dos meus filhos
estar a ver as cores do dia em que me envolvo
estar nos meus momentos de gesticular,que são prenuncio de uma gargalhada
estar na quietude de reboliço interno
estar de olhos fechados acordada
estar a saborear o vento e chuva nos calores ocres de verão
estar no infinito de braços abertos enroscada na paixão
estar de mão dada misturada em corpo e alma no amor que sinto, que tenho
estar em saudade perdida chorada eterna e sorrindo a memória
tempo para estar... queria
para estar... queria tempo

segunda-feira, maio 04, 2009

What is that? (Τι είναι αυτό;) 2007

Enviaram-me este filme por mail e eu acabei por partilhar com amigos e familiares que fazem parte dos meus contactos...mas depois pensei:andam tantos bloguistas e outros netianos...que merecem que eu partilhe este filme.
Eu chorei, senti as saudades, e continuo a achar que o tempo me foi roubado...para todos...sintam...

segunda-feira, março 23, 2009

40 anos...

Amanhã faço 40 anos.
É a ternura dos quarenta...é o ou vai ou arrebenta...
e eu...sempre sonhei como meu aniversário, fazer uma festa fantástica, cheia de glamour, com música linda e quem sabe uma sessão de fotos...

acordei!
o pesadelo mantém-se...
não quero festejar,
não quero prendas,
não quero atender o telefone a ninguém
não quero desejos de nada
mas...

a vida continua
o tempo ajuda a aceitar
a família une-se para partilhar a dor
e tudo vai passando a recordações...

mentira, mentira, mentira
a vida não anda, continua inerte,parada na angústia
o tempo tornou-se carrasco de chicote em punho, flagelando ininterruptamente
a família dispersa-se sem nada para dizer, sem nada para partilhar
e tudo continua vivo, perto, demasiado perto...

amanhã faço 40 anos

sexta-feira, janeiro 30, 2009


Vinda a distinção de uma amiga, http://www.queconversa.blogspot.com/, que me propõe distinguir outros 6 blogs de mulheres.
Como tenho andado arredada de leituras e visitas, deixo, para já, o "Que conversa" e entretanto prometo que vou tentar voltar a estas lides de ler, satisfazer a minha alma nos ditos e conversados de tantas mulheres maravilhosas que escrevem na blogosfera...

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Não chores mais...

Mãe:
Sussurro-te…

Ele foi embora, mas está bem presente.
Presente nos cheiros do outono
E no frio do inverno
No sorrir da primavera, que chegará sem ele a contemplar
E no quente e laranja do Verão que ele tanto gostava
E o mar… estará sempre lá, mas agora sempre visitado por ele
Ele que ganhou asas para voar…Como sempre o desejou…voar!

Não te deixou.
Deixou-te poderes de lembrança
De recordar
De ainda sonhar no que foi
Do amor eterno que te celebrou
Do amor que te fez sentir

E disse-te tudo o que era para dizer
Mesmo em silêncios longos e olhares apagados
Foi contigo que ele esteve sempre
Foi em ti que confiou

E só tu sabes
Quanto ele era forte,
Quanto ele queria a vida
Quanto ele amava todos que te pertencem

E deixou-te com esse amor
Para que continues o caminho dele
De mão dada com os filhos que lhe deste
Abraçando os netos que te confiamos
Tozé:
Obrigado pela visita...
Obrigado pela partilha...
Volte sempre, e que as minhas palavras o abracem em consolo e o ajudem a superar a perda.
É muito difícil...

quinta-feira, janeiro 15, 2009


A morte saiu à rua, catanando quem passa, de olhos vendados

Não vê o brilho de vida nos olhos de quem massacra

Não vê dor nos rostos de quem mutila

A morte sorri encantada, envolta no seu frio gélido, e leva-o sorrateiramente a uns, anunciadamente a outros.

A morte passeia impune por entre gente nascida de olhar futuro
Por gente de esperança e bondade cravada
Por gente que ainda não é gente
Por gente de alma pura…

E ninguém a trava…
A morte é forte e gargalha na vida
Mais forte do que a vontade, mais forte que o sonho que gera a vida…
E ninguém a trava

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Bom Ano
para todos os amigos e familiares que por aqui vão passando aconchegando-me o coração...
Para os que são professores...CORAGEM...

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Dezembro de 2008

O Dezembro impõe-se! Gela-se lá nas terras altas...e aqui, mais perto do mar, nem se acredita que o frio chegou...

Já se ouve o gracejo longínquo do velho de barbas que está quase a chegar, e pelo meio vamos preparando a festa que juntará quem quer, quem quiser, família unida ou não, amigos desejados ou empurrados!

O tempo é de sorrisos para os pequenos e de balanço de final de ano. Para uns foi bom, para outros, a vida mostrou que o ciclo chamado vida é mais de morte roubada.

Limpem-se as lágrimas, engulam-se os soluços....vem aí o Natal, a festa da alegria e da esperança num mundo novo.

Já chegam os sons de palavras trocadas, de histórias recontadas, de barulho de passitos procurando embrulhos, e leituras de nomes em voz alta nos cartões que povoam as cores vermelhas das prendas ansiadas...

Os cheiros...a canela da aletria, o açúcar queimado na hora, do leite creme que faz a delicia de todos...e o bacalhau cozido a fazer da criançada, e não só... os mais infelizes no repasto natalício...
Depois ouve-se o telintar de aperitivos em copos que, pela noite dentro serão enchidos vezes sem conta para acompanhar solenemente as delícias da noite...

E chega-se ao momento especial...a porta abre-se e lá fora, entre o frio da noite e a quentura das ilusões surge o primeiro de muitos presentes...

Tudo cintila, os festejos continuam nas gargalhadas dos pequenos, que nervosos vão vendo o que este ano veio para os satisfazer...ouvem-se choros de desanimo...não era aquilo!!!

A noite vai chegando ao fim, diminuindo o som das conversas, sussurrando-se que o sono vai chegando e é hora de regressar a casa...

Amanhã come-se o "farrapo velho"...
Bom Natal...para todos.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

O caminho vai sendo percorrido,em passadas lentas, pensativas...
Da tristeza não me consigo separar, está entranhada no dia e na noite,no frio no calor de mim...e vou caminhando em espinhos que não sinto, que não superam a dor do meu interior.
Procuro consolo e não encontro
Procuro palavras de acalmia e não as ouço, não as leio
Vivo em dois mundos:um que se tem de viver,andar para a frente,levar a vida,frases feitas, conselhos dados sem pedidos,opiniões de saber desprovido de amor e sentimento...
Vivo o outro...dentro de mim: atormentada, angustiada, revoltada, desesperada, sem poder acreditar que a vida me deu a morte, a fez passar por mim gracejando de mim, turtuosamente...
Levou o meu Sol...